
O Menino de Cabul
Lembram-se dos bons filmes que Marc Forster realizou antes de ser autor de uma incursão no universo James Bond? O filme que vi ontem é precisamente o anterior ao dito cujo, o bonito O Menino de Cabul (The Kite Runner). Nunca li o romance homónimo do título inglês, escrito por Khaled Hosseini, pelo que não posso avaliar a adaptação cinematográfica em si. Quanto ao filme, maioritariamente falado em dari persa e não em inglês, atravessa as décadas afegãs, com a queda da monarquia no Afeganistão, invasão soviética, o êxodo em massa de refugiados para o Paquistão e para os EUA e o regime talibã. E revela-nos que nunca é tarde para começar a ser altruísta…
Na área musical, duas reaudições. Jazznavour é isso mesmo, Charles Aznavour a interpretar jazz… ou algo semelhante. Os artistas convidados são excelentes – Richard Galliano, Dianne Reeves, Jacky Terrasson, Michel Petrucciani, Eddy Louiss e Pierre Drevet. E a banda que o acompanha em nada desaponta. Com um reportório exclusivamente de Aznavour, a solo ou em parcerias, por vezes soa mais a cabaret, mas não deixa de ser uma boa surpresa…
Reouvi também a colectânea Indétendances 36, que tinha comprado em Dezembro passado na Fnac dos Campos Elíseos. Foi o meu primeiro contacto com estas compilações e, como já fui dizendo por aqui, fiquei fã. Nesse volume, estão trabalhos de Get Well Soon, Steeple Remove, Lonely Drifter Karen, Lenni Jabour, Felipecha, Ron Sexsmith, John & Jehn, Merlot, Speed Caravan e Second Sex. A quem não conhece, refiro que vale a pena pesquisar…