
Duas Irmãs, um Rei
Como prometido, esta entrada abordará os filmes vistos anteontem e, já agora, ontem.
Duas irmãs, Ana e Maria Bolena, são manipuladas pelos seus ambiciosos pai e tio para reforçar o poder e status da família, através da conquista dos favores do Rei de Inglaterra. Abandonando a simplicidade da vida no campo, as duas irmãs entram na perigosa e excitante vida da corte e, o que começara por ser uma iniciativa para ajudar a família, transforma-se numa rivalidade impiedosa entre Ana e Maria pelo amor do Rei. É este o enredo de Duas Irmãs, um Rei (The Other Boleyn Girl) de Justin Chadwick, que por sua vez adapta o romance de ficção histórica homónimo quanto ao título original, da autoria de Phillipa Gregory. Tal como acontecia com o romance – que teve direito a cinco sequelas – encontra-se repleto de inexactidões históricas, distanciando-se ainda em muitos casos do próprio romance. Se o espectador não for sensível a tal, tem perante ele uma visão interessante da época em causa, o século XVI, com um retrato dos pais da Rainha Elizabeth de Inglaterra, o rei Henrique VIII e Ana Bolena.
Ontem, o filme visto foi Monstro (Monster) de Patty Jenkins. Chalize Theron ganhou o óscar de melhor actriz com este filme e está bem conceituado entre os críticos, pelo que a expectativa era alta, apesar da sinopse: Uma prostituta de estrada começa uma relação com uma jovem rapariga, ao mesmo tempo que assassina os seus clientes. Foi a desilusão total. Um mau argumento – inexplicavelmente baseado em acontecimentos reais -, um realização que não deixa marcas e interpretações demasiado estereotipadas e desinteressantes… Gosto bastante de Ricci – apesar que, se pensar bem, o último papel em que realmente gostei do seu desempenho foi há 10 anos -, pelo que ainda mais decepcionante se torna a afirmação anterior.
Para amanhã, prometo, uns CDzinhos…