Publicado por: enanenes | 5 Maio, 2009

metade de um dia e outro

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Duas Irmãs, um Rei

Como prometido, esta entrada abordará os filmes vistos anteontem e, já agora, ontem.

A indicação de uma senadora liberal para assumir a vice-presidência dos EUA é ameaçada pela revelação de um segredo do seu passado, de conotações sexuais. Mesmo assim, o Presidente não desiste da apoiar. Com esta sinopse d’O Jogo do Poder (The Contender) de Rod Lurie, facilmente identificamos os géneros de drama e thriller político presentes. Nomeado para óscares e com boas críticas, fiquei algo desiludido. O ritmo é algo enfadonho e a revelação final do que acontececeu parece demasiado forçada para assumir o politicamente correcto, quase literalmente neste caso.

Duas irmãs, Ana e Maria Bolena, são manipuladas pelos seus ambiciosos pai e tio para reforçar o poder e status da família, através da conquista dos favores do Rei de Inglaterra. Abandonando a simplicidade da vida no campo, as duas irmãs entram na perigosa e excitante vida da corte e, o que começara por ser uma iniciativa para ajudar a família, transforma-se numa rivalidade impiedosa entre Ana e Maria pelo amor do Rei. É este o enredo de Duas Irmãs, um Rei (The Other Boleyn Girl) de Justin Chadwick, que por sua vez adapta o romance de ficção histórica homónimo quanto ao título original, da autoria de Phillipa Gregory. Tal como acontecia com o romance – que teve direito a cinco sequelas – encontra-se repleto de inexactidões históricas, distanciando-se ainda em muitos casos do próprio romance. Se o espectador não for sensível a tal, tem perante ele uma visão interessante da época em causa, o século XVI, com um retrato dos pais da Rainha Elizabeth de Inglaterra, o rei Henrique VIII e Ana Bolena.

Ontem, o filme visto foi Monstro (Monster) de Patty Jenkins. Chalize Theron ganhou o óscar de melhor actriz com este filme e está bem conceituado entre os críticos, pelo que a expectativa era alta, apesar da sinopse: Uma prostituta de estrada começa uma relação com uma jovem rapariga, ao mesmo tempo que assassina os seus clientes. Foi a desilusão total. Um mau argumento – inexplicavelmente baseado em acontecimentos reais -, um realização que não deixa marcas e interpretações demasiado estereotipadas e desinteressantes… Gosto bastante de Ricci – apesar que, se pensar bem, o último papel em que realmente gostei do seu desempenho foi há 10 anos -, pelo que ainda mais decepcionante se torna a afirmação anterior.

Para amanhã, prometo, uns CDzinhos…


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