Publicado por: Nuno Pereira de Sousa | 1 Fevereiro, 2009

com atraso

Shoot'em Up

Shoot'em Up

Os últimos dias de Janeiro encontraram-me ora atarefado ora numa forma física que não me permitiu cumprir a intenção da escrita diária neste blog. Presumo que tê-lo feito em cerca de 68% dos dias do primeiro mês do ano não possa ser considerado um redondo fracasso, mas muito aquém está do que pretendia. Como resultado, os CD, livros e filmes amontoam-se na minha lista mental para que os aborde, enquanto temo que algumas vivências se percam no esquecimento.

A este nível, posso dizer que finalmente se encontrou o calendário de parede adquirido no parque temático francês da Disney, dedicado ao filme O Estranho Mundo de Jack. Na verdade, Jack esteve exposto poucos dias, pois com a chegada de Fevereiro deu lugar à boneca de trapos Sally.

O jogo de consola Lips da Xbox 360 permitiu desfrutar de alguns momentos divertidos a cantar em co-op ou em modo versus com a minha esposa. E só parámos com o avançar da hora, ao questionarmos se não estaríamos a fazer demasiado barulho para os vizinhos.

Por falar em jogos de consola musicais, ainda aqui não referi algumas curiosidades sobre as prendas que recebi no meu aniversário. A minha filha deu-me uma guitarra para o jogo Guitar Hero, mas ainda não o experimentei. O meu filho achou a prenda tão interessante que teve de ser escondida e ofereci-lhe no dia seguinte um brinquedo em forma de guitarra eléctrica, «só para ele». Assim, deixa a minha sossegada e não a parte 😉 É bastante cómico vê-lo a tocar a guitarra, quase do tamanho dele, enquanto balbucia umas sílabas sem sentido num tom grave para o microfone incorporado. Quem também parece apreciar o brinquedo é o meu cunhado, pois sempre que vem cá a casa o experimenta.

O meu filho ofertou-me um rádio despertado do Tom Mate do filme Cars… Contra todas as minhas previsões, ainda está inteiro. Que assim continue!

Irei deixar os avanços literários e musiciais para as próximas entradas, abordando hoje o cinema. Começo por um filme de André Téchiné. Desde que vi o excelente Juncos Silvestre, o filme que realizou 15 anos atrás, tenho acompanhado o percurso de Téchiné. Ainda não tinha visto seu filme denominado Encontro (Rendez-vous), com a Juliette Binoche ainda no início da sua carreira. Este filme valeu a Téchiné o palmaré de melhor realizador em Cannes. Téchiné ainda viria a evoluir – e muito – nos anos que se seguiriam. É, no entanto, uma curiosidade interessante para os que desejam ter uma visão mais integrada do realizador.

Na Sombra do Caçador (The Hunting Party) de Richard Shepard é um dos poucos filmes norte-americanos que aborda com humor, acção e leveza hollywoodesca q.b. o conflito dos Balcãs. E o seu argumento inacreditável é livremente adaptado de acontecimentos reais, o que lhe confere um tempero ainda mais interessante. Trata-se de um filme demasiadamente criticado, que aguarda agora por uma visualização descomprometida por parte dos seus espectadores.

O documentário Mondovino do somellier Jonathan Nossiter dedica-se a dar-nos a conhecer os grandes nomes das empresas vinícolas mundiais. Foi um pouco entediante, o que não é favorável a um filme com uma duração superior a duas horas e meia.

Tinha criado alguma expectativa em relação ao filme Haverá Sangue (There Will Be Blood). Por um lado, foi realizado por Paul Thomas Anderson, de quem recordo o sensacional Magnolia; por outro lado, tinha ganho 2 óscares, um para a fotografia e outro para o actor principal, Daniel Day-Lewis (que já tinha ganho o mesmo óscar por altura d’ O Meu Pé Esquerdo). Terminado o filme, com mais de 2h30 de duração, fiquei com a sensação de ser demasiado o hype à sua volta.

A Razão do Mais Fraco (La Raison du Plus Faible) do belga Lucas Belvaux retrata a vida de um grupo de amigos que se reúne num café em Liège, num momento caracterizado pelo desemprego, e das soluções que encontram para contornar os problemas financeiros. Um argumento aparentemente simples,  realizado de forma a torná-lo cativante.

Há uma razão para ver Shoot’em Up – Atirar a Matar de Michael Davis e não me refiro à Monica Bellucci. Este é um daqueles filmes de acção que seriam típicos na chamada série B: um número de mortos superior a 100, humor perverso, a habitual cena de sexo entre os protagonistas, e o action man a realizar feitos que desafiam a própria física com uma exactidão e facilidade inacreditável. E se fosse um filme com um bom orçamento a fazer tal, em jeito de comédia? Não acredito que fiquem desapontados com o resultado…

Num registo totalmente diferente Treze Dias (Thirteen Days) de Roger Donaldson baseia-se no livro The Kennedy Tapes – Inside the the White House During the Missile Cuban Crisis. Ao longo do filme, acompanha-se a presidência dos EUA num dos períodos mais complicados da Guerra Fria. A ver. Garanto que as quase 2 horas e meia passa depressa!

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

Categorias

%d bloggers like this: