Publicado por: Nuno Pereira de Sousa | 15 Fevereiro, 2009

ala que se faz tarde

 

Allá

Allá

Lars e o Verdadeiro Amor (Lars and the Real Girl) é uma proposta sui generis do realizador Craig Gillespie. Em pleno delírio, um jovem adulto tem o apoio da comunidade onde vive, enquanto se relaciona com uma namorada que é uma… sex doll. O registo alterna entre o drama e a comédia, num equilíbrio extremamente bem conseguido. Um argumento muito interessante que Gillespie transformou num grande filme.

Admirei também o trabalho excepcional do realizador Victor Salva, cujo nome está ligado a filmes de terror ou aos seus actos de pedofilia praticados no final dos anos 80, no filme O Caminho do Guerreiro Pacífico (Peaceful Warrior). Segundo consta, foi durante a sua estadia na prisão que tomou contacto com os livros de ficção autobiográfica de Dan Millman, pertencentes ao género da auto-ajuda, especialmente no que toca a jovens desportistas. Apesar de nunca ter lido o livro original de Millman, fiquei com a sensação de que Salva conseguiu produzir um filme interessante a partir do que possuía. E antes de passar ao filme seguinte, uma breve mensagem que nada tem a ver com o filme em questão: o leitor deste blog tem informação sobre alguém que comete actos pedófilos? Denuncie!

Por fim, vi também o filme com o grande título e duração O Assassínio de Jesse James pelo Cobarde Robert Ford (The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford) de Andrew Dominik. Apesar das inúmeras aparições da personagem no cinema, este talvez seja o filme mais interessante que já vi sobre este personagem da história norte-americana.

Quanto a música, reouvi The Mandé Variations do malês Toumani Diabaté e os sons divinais que consegue extrair da sua koba, uma espécie de harpa africana de 21 cordas. Não me canso de reouvir as 8 músicas que compõem o álbum e que provocam sensações únicas.

Num registo completamente diferente, reouvi Es Tiempo dos Allá. Na verdade, apesar da língua espanhola, o grupo foi formado em Chicago, o trio é composto por descendentes de mexicanos e a editora do álbum é belga. O som dos Allá é um indie pop com uns toques de electrónica e outros latinos, extremamente cativante e actual. Fica a recomendação.


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