Publicado por: Nuno Pereira de Sousa | 20 Abril, 2009

na véspera de amanhã

Elizabeth - A Idade de Ouro

Elizabeth - A Idade de Ouro

O dia cinematográfico de ontem começou com Corações (Cœurs) do francês Alain Resnais. Trata-se da adaptação cinematográfica da peça de teatro do inglês Alan Ayckbourn Private Fears in Public Places. Não é a primeira vez que Resnais adapta para o grande écran uma peça de Ayckbourn, tendo eu visto a anterior adaptação no cinema há 16 anos, Smoking/No Smoking. À sinopse “Em Paris, sobre a neve, entrecruzam-se os destinos de seis homens e mulheres que procuram desesperadamente acabar com a sua solidão e encontrar o amor.” adicionam-se interessantes escolhas a nível da realização e argumento.

E revelo agora a razão de ter revisto recentemente o filme Elizabeth. Queria ter o filme presente para quando visionasse a sua sequela, estreada 9 anos depois, Elizabeth – A Idade do Ouro (Elizabeth – The Golden Age). Neste filme, retorna o realizador Shekhar Kapur, bem como Cate Blanchet – no papel da rainha – e Geoffrey Rush – no papel de Sir Francis Walshigham. Se o filme anterior se passava em 1558, a acção deste tem lugar em 1585. As liberdades ficcionais foram muitas e numa entrevista Cate Blanchet referiu que é aterradora a crescente ileteracia que promove que as crianças e jovens de hoje verem o filme histórico como uma fonte primária, quando grande quantidade das cenas são a mais pura ficção ou contêm erros históricos em nome da arte do cinema. Na verdade, não foi é este o seu comentário textual mas acrescentei alguma opinião pessoal gerada a partir de uma discussão que tive num café curiosamente sobre este mesmo assunto. Comparado com o primeiro filme, este fica certamente a perder…

Colete de Forças (The Jacket) de John Maybury foi uma surpresa, no sentido em que não estava à espera de um filme tão interessante. Este thriller psicológico extremamente bem realizado e em que se nota uma linguagem cinematográfica de quem já também dirigiu videoclips, partilha o título britânico e a ideia da experiência da viagem espaço-temporal extra-corporal com um romance de Jack London intitulado The Star Rover nos EUA e que por sua vez se baseou no que Ed Morrell contou a London sobre a utilização inumana de coletes de forla na prisão de San Quentin. Apesar da sinpose âmbigua (um veterano militar parte numa viagem ao futuro, e descobre factos que poderão salvar a sua vida e a dos seus), fica aqui a garantia de que é um bom momento de cinema.

Entusiasmados por anteontem finalmente ter conseguido prosseguir a saga de ver a 1ª temporada de Ficheiros Secretos (The X Files), ontem vimos os dois episódios seguintes. O 18º intitula-se Shapes e foi realizado por David Nutter. O assunto abordado é a licantropia, misturada com algumas crenças de grupos nativos norte-americanos. Se bem que o termo manitou utilizado na série não corresponde ao significado que os algonquianos lhe atribuem… O 19º, Darkness Falls, foi escrito pelo próprio Chris Carter e realizado por Joe Napolitano, tendo a Environmental Media Association lhe atribuído um prémio pela mensagem ecológica que transmite. Nenhum dos episódios adianta seja o que for no que se refere à trama maior…

E amanhã logo escrevo sobre os campos musicais e da 9ª arte.


Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

Categorias

%d bloggers like this: